Como "destralhei" as revistas!


Hoje vou contar-vos como me desfiz das revista.

Antes de me tornar minimalista, eu comprava muitas revistas.
Não! Não as comprava todas, mas existia dois tipos de revistas que gostava particularmente:
1°- Revistas que eu chamo de positivas- aquelas que nos fazem sonhar em ter aquele acessório; ou como ficar feliz em 10 tempos; ou  como emagrecer a fazer 5 minutos de exercício por dia; etc...kkk
2°- Revistas de artesanato- de todo o tipo: pintura; costura; colagem; biscuit; etc...

No início apenas comprava as revistas que tinham algum assunto que me chamava a atenção.

Depois passei a compra-las mensalmente porque me identifiquei com duas delas.

A partir daqui, as compras foram piorando. Sempre que ia dar um passeio, ou passava por um quiosque tinha que trazer uma revista ou positiva ou de artesanato.
Muitas delas nem eram lidas, apenas folheadas.

Eu adorava as minhas revistas e coloca-las no lixo estava fora de questão. Eu guardava-as todas.
Com o passar do tempo o armário começou a ser pequeno para as guardar.

E vocês pensam foi nessa altura que eu as "destralhei"... Não! Eu comprei caixas para as guardar kkk :)

E fui guardando caixas e caixas de revistas ao longo dos anos. Eu guardava-as porque: gostava das revistas; tinha apego às revistas; gostava de saber que as tinha ali à mão um dia que me apetecesse voltar a lê-las.

O clique só se deu anos mais tarde quando resolvi abrir a caixa mais antiga.
Nossa! Eu tinha revistas que eram verdadeiras relíquias. Algumas tinham mais de 8 anos, as folhas já estavam amarelas, o tipo de letra era totalmente diferente do atual, ah! e as fotos antigas, davam vontade de rir.
Nesse dia percebi que não fazia sentido eu guardar essas revistas...eu nunca iria voltar a lê-las porque estava sempre a comprar novas. E decidi mudar!

Aqui ficam os passos que dei:
1°- Decidi não comprar mais nenhuma revista até ler as que tinha.
2°- Peguei num monte delas é fui folheando e selecionando. As que não me interessavam eu colocava de parte para levar para o papelão. As que eu ainda gostava e ainda queria ler coloquei-as bem à vista.
3°- Continuei o processo mais um monte, mais uma seleção, até todas terem saído das caixas de arrumação.
4°- No final foram muitos kilos para o papelão mas ainda ficaram outros tantos em casa.
5°- Para manter o compromisso de não comprar mais usei uma estratégia. Coloquei uma revista dentro da minha mala. Sempre que saia de casa e me dava vontade de comprar eu lembrava-me que tinha uma revista para ler e não comprava.
6°- E usei outra técnica para destralhar as que ainda tinha para ler. Eu lia e ia rasgando as folhas que já tinha lido. E guardava apenas as folhas dos assuntos mais interessantes.
7°- Ao longo do tempo as revistas foram desaparecendo, mas ainda guardava as folhas das revistas em capas.
8°-Um dia essas folhas tiveram o mesmo destino que as revistas.
9°- Hoje em dia não tenho uma revista, nem folhas de revistas sequer, em casa.
E há pelo menos 6 ou 7 anos que não compro uma revista nem sinto necessidade de comprar.

Este discurso todo foi para explicar que por vezes um destralhe não e apenas um destralhe físico onde se pega nas coisas e se deita fora. Um destralhe e um processo físico, mental e emocional que se faz lentamente.

Desapegar e destralhar andam de mãos dadas :)




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